Colunistas Independentes
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INDIVIDUALISMO X MORALIDADE
Postado por Colunistas Independentes em 11.12.2009
Não é a priori o dinheiro que corrompe a sociedade; é a sociedade que corrompe o dinheiro. Antes de ser o pior dos venenos, o dinheiro era a melhor das coisas. Sem este bem universal, itinerante e inalterável, os homens eram condenados a obedecer, a temer as forças da natureza, do dono das terras, do príncipe que governava e, desde o inicio do século XX, do partido; a exemplo da Rússia, da China e de Cuba para citar apenas os mais ditatoriais. Aqui, contra todas as expectativas da ânsia humana de liberdade e de verdade mantém o PCdoB. Que faz parte da coligação partidária do governo Lula; a maior reprodução histórica das formas já mortas de um sistema anacrônico, desumano que aniquilou milhões de pessoas em todo mundo... enquanto que a criação de um partido deveria ao contrario criar um mundo novo que despertasse emoções
Não é de se admirar que alguns intelectuais existencialistas que cheguem a estabelecer uma validez para a criação de filosofias individuais em desconhecer o trabalho milenar da filosofia, enaltecem a filosofia de abstração do homem que resultou na trágica utopia do comunismo.
Por outro lado é sabido que o dinheiro nos da o poder de escolher e a liberdade do momento. Não obriga a nada, mas, permita tudo.Inclusivo a corrupção.Sem duvida,o mercado tem suas exigências que supõem uma intervenção constante e multiforme da opinião publica para combater os cartéis, os monopólios e os abusos da posição dominante, falsificando a concorrência entres os atores do jogo econômico.
De onde vem que no Brasil de hoje, estas exigências, apenas defendidas pelo Ministério Publico Federal e Promotores dedicados a moralidade sejam praticamente ignoradas e até escachadas pelos donos do poder e que a selva da corrupção e seus desordens tem tirado o controle do mercado e de suas regulamentações.
As respostas técnicas e políticas são muitas. Profusão exagerada e descontrolada do credito que já virou agiotagem oficial, afrouxamento da fiscalização,especulação desenfreada sobre a moeda, uma noite escura estabelecida sobre a globalização econômica.Aqui, a fragmentação política de nosso sistema partidário, cínico, oportunista e definitivamente mercantilista quando se observa a romaria dos políticos que mudam de partidos a todo instante, esta destruído todo tipo de noção de decência, respeito e pudor na política. Nessa acumulação de deslocações de valores, entretanto tem alguma coisa que atinge a essência mesma de nossa relação com o mundo; a escolha do individualismo como valor única de nossa sociedade.
Na verdade, não é o dinheiro que é sem dono, mas, o desejo do qual o dinheiro é onipotente servidor. Esta pulsação do ego que não constrange qualquer lei moral.
Tudo atesta hoje, no mundo, o império universal do desejo imediato; O ter agora, a qualquer custo. Um dos maiores fenômenos da violência urbana em nosso pais é neste cenário.Mata-se, agrida-se por uma moto, um par de tênis ou a camiseta de marca, um relógio, um celular.
É a abolição do futuro, a liquidação de tudo que não é meu, aqui e agora. Fenômeno devastador que invadiu a totalidade do campo social. Empurra o capitalismo sob uma montanha de dividas.Reduz a democracia a um permanente questionamento dos direitos adquiridos, degrada o sentimento cívico nacional e transforma o futuro em um monte de medos e angustias.É o reino do capriche e do momento.
É, portanto, é bem esta enorme nuvem de negro desejo que altera nossas consciências, nossos olhares deprimidos por tantas injustiças e desigualdades sociais, impunidade, corrupção política e empresarial que ofenda nossas ambições do melhor e nos empurra, perplexos a uma imensa preocupação ainda mais carregada de crueldade porque sob a falsa aparência de um crescente bem-estar econômico, fazemos pouco para reconhecer esta situação e afrontá-la com dignidade e determinação.
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