Colunistas Independentes
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No limite da esperança
Postado por Colunistas Independentes em 28.09.2009
O jovem de hoje sempre desconfia dos pais, do professor ou de seu responsável .Seu complexo de superioridade não lhe permite aceitar orientações dadas por outra pessoa. Reage sempre; seu primeiro impulso é sempre de oposição.
Agora, se o comportamento da maioria dos jovens retrata certa rebeldia que simplesmente valoriza a banalização da má- educação em casa e na escola, na realidade eles se espelhem no exemplo da falta de senso cívico e moral da maioria dos homens públicos e lideres corruptos deste pais e, na impunidade de seus crimes. Gente tão distanciados do mundo real que até hoje não entendem que educar não é responsabilidade única das escolas.
A bem da verdade, a crise de autoridade começa em casa. Os pais, assediados por uma serie de supostos psicólogos a la moda que inventam a toda hora novas regras de conduta tem receios de dar ordens ou de impor limites as seus filhos. Por sua vez, o jovem, empanturrado de cachorros-quentes ,de salgadinhos gordurosos e de bebidas químicas coloridas recuse de se curvar as regras mais fundamentais da convivência familiar; estimulado por novelas de TV que nos seus falsos dramalhões ridiculariza a noção dos valores familiares, alem de incentivar de maneira lamentável ao sexo precoce que hoje representa um terrível ônus social.
Se as escolas são hoje o teatro do vandalismo, da baderne, da perseguição aos professores, do famigerado bullying e de tragédias humanas ocasionados pela livre circulação das drogas, das bebidas alcoólicas e até de armas, deve-se a perda da palavra "Disciplina", transformada nas delegacias em maus tratos e assédio moral, já que muitas vezes ensino e educação são sinônimos de repressão!
Não sei se ainda vale a pena falar do comportamento atual da maioria dos jovens que fazem questão de ser descolados sem parecer "dépassé" ou um passageiro da lua?
Na minha juventude que foi difícil e pobre, não tinhamos nem drogas, nem armas nem preservativos na nossa mochila escola. Dançávamos ao som do rock e da bamba que em relação a pobreza pornográfica do funk de hoje ( recentemente declarado pelos deputados cariocas "patrimônio cultural do estado) era um Premio Nobel a alegria da dança. De fato, nossa anarquia enaltecia o sabor de divertimentos sadios não como hoje, o gérmen da destruição.
Não falamos aqui da perturbadora delinqüência juvenil que estupra, assassina, assalta, rouba, esfaqueia, agride a socos e pontapés, queima, protegida pelo estúpido "habeas corpus" do estatuto da criança e do adolescente criado por Collor que lhe da todos os direitos da inocência perdida ( suposta vitima de uma sociedade cruel e desorganizada!!!).
De frente a tantas coisas ruins, a gente, às vezes, tem fome de silencio.
Que nova alma coletiva nascera de tudo isso? Para a maioria dos jovens, as coisas hoje tem só o valor que o dinheiro lhe da. Dissolvem-se nelas os velhos sentimentos familiares que eram a base da sociedade, das tradições culturais e religiosas, formando nos seus cérebros adulterados pela escolha da facilidade uma mentalidade de superficial superioridade.
Será preciso repensar o sentido da autoridade e da disciplina nas escolas e incitar os jovens a por-se em busca de um equilíbrio humanista que lhe falta, conseqüência da perda de identidade de nossa sociedade abusada todos os dias pela violência e a "cara de pau" da maioria de nossos governantes que se lixam pouco da opinião publica. Enquanto isso, professores contemplados com salários vergonhosos são relegados ao descaso do estado que não se importa em definir coerentes políticas publicas para a educação básica.
É talvez nesta inversão de valores nacionais que reside o espírito de rebeldia de nossa juventude, refém de suas próprias amarguras e, enojada por tanta miséria moral, já que se vem no limite de suas melhores esperanças de vida.
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