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Colunistas Independentes

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UM GOVERNO DE MÁSCARAS

Postado por Colunistas Independentes em 29.08.2009

Após três anos de mandato constata-se o obvio!O governo Wagner é ineficaz em muitas áreas de políticas publicas mas,como signo maior da consciência de sua inutilidade no devenir histórico da Bahia esta sua inexistente política industrial. Um dos aspectos que mais preocupa os empresários do setor já que o conjunto das forças materiais de produção é geralmente um dos elementos mais variáveis no desenvolvimento de qualquer estado podendo dar lugar, portanto a observações e critérios de caráter até experimental e consequentemente à construção de um importante cenário de progresso.

Na Bahia, na gestão do ex-governador Paulo Souto, o conjunto destas forças materiais era na verdade um documento da vitalidade do Estado e simultaneamente uma força ativa de sua propulsão.

O setor industrial que deveria ter sido alvo de grandes oportunidades para investimentos haja vista que concentrava, na época, 36% do PIB estadual é hoje reduzido a poucas expressões. Preso a sua álgebra oposicionista, o governo Wagner não consegui ter uma política industrial lógica com foco definido, nem complementar a internacionalização da indústria baiana que se projetava, na época, como fortes expectativas, agilizando particularmente o coeficiente das exportações de seu parque industrial.

De fato, a evidente falta de gênio política deste governo foi de não ter "enxergado" o grande desafio da sustentação econômica do estado ,especialmente quando se examina a questão do comercio exterior que deveria ter sido transformado num dos elementos mais ativos do mercado de produção de todo o Nordeste.

Para se defender, o governador argumenta com exceções. Vem mansamente aureolado de palavras e de frases de efeito populista para jogar a materialidade desta situação na crise econômica mundial...O homem não é grande ai!Talvez não seja grande em coisa alguma, até nos seus mais sedutores jogos de propaganda e intenções travestidas de obscuridade, esconde sua vaidade.

Na construção atual das estratégias de políticas econômicas deste governo não existem qualquer dinâmica de como sua realização poderia encontrar sua verdade, sem contradições políticas( como na era Souto), assegurando com uma pluralidade de planos e de ordens feitos de experiências um crescimento industrial capaz de colocar a Bahia como um dos lideres da economia nacional.
Na realidade, o que se deve censurar deste governo é de ter imaginado que pelo resultado das urnas e o pensamento de seus "aiatolás"poderia proporcionar uma verdade intrínseca a todas suas exigências e, do fundo de sua suposta "sabedoriapartidária", reescrever o sentido da Historia da Bahia! Não soube também verificar qual era a capacidade de incentivos que podia oferecer ao setor e qual era sua condição real de ajudar a industrialização do estado.

O resultado esta ai.Nada mais superficial e medíocre que este governo, sem nenhuma significação expressiva, atendendo somente aos interresses mais mecanicos de sua vida partidária demonstrado ultimamente no cínico fisiologismo que empregou no preenchimento dos cargos que ficaram vagos com a saída do PMDB de sua base.
Infelizmente para a Bahia, o governo Wagner não entendeu que em política a relação entre o Estado e a sociedade civil para formar um melhor ambiente social passa por cânones críticos de grande impacto e de ponderabilidade diversa; imprevisível e, que nem sempre é fácil ver o que é inconseqüência porque se reveste muitas vezes da máscara do otimismo!

Após 2010, precisara urgentemente reintegrar o Estado sobre seus próprios pés.

 

COMENTE ESSE ARTIGO | 3 COMENTÁRIOS

Joilson Bergher (15.09.2009 - 05h05)

Com relação ao Artigo Sr Daniel Bloom, intitulado 'Um governo de Máscaras' ressalto que independente da posição ideológica dele ou não, vejo que sua visão de economia aqui na Bahia é extremamente equivocada. O senhor invocar o modelo de gestão do Sr Paulo Souto - ex-governador como modelo de economia é entre outras coisas não perceber a perversidade como esses senhores governaram o Estado. Senhor Bloom, sinceramente como Bahiano, me envergonho do governo Paulo Souto. Esse cidadão e seus seguidores deixaram esse Estado em situação miserável. Dados do IBGE e da SEI 'demonstram que a Bahia está subordinada a um modelo de desenvolvimento econômico concentrador de renda, de propriedade, de capitais. Temos a maior concentração de renda do Brasil! Oitenta e cinco por cento da produção industrial baiana e 75% da nossa arrecadação de ICMS estão concentrados na Região Metropolitana de Salvador, deixando à própria sorte a grande maioria dos municípios” e mais “ é o 21º da Federação no Índice de Desenvolvimento Social; é o 20º no Índice de Desenvolvimento Humano; é o 25º no Índice de Desenvolvimento da Infância, o que revela a forma cruel, perversa, como são tratadas as nossas crianças. E esta realidade é resultado de um modelo econômico e político que governa para uma minoria. A maioria da população baiana está subordinada às piores condições de miséria, fome e desemprego”. Senhor Bloom, esses dados falam por si só, e, acredito que a bela Rio de Contas, também se ressente da forma perversa desse governo que o senhor defende e tem como modelo. Francamente, o senhor falar de máscaras? Sinceramente a Bahia tem memória e tem dado uma grande demonstração ao Brasil de como se faz política com um governo de responsabilidade social. Joilson Bergher, professor.

Jorge Carvalho (13.04.2010 - 20h08)

Senhor Daniel, Li seu artigo e fiquei perplexo com suas consideração a respeito de Paulo Souto.Sejamos partidários, porém não devemos descer a tanto. Não concordo com seu artigo apelativo de voltarmos ao atraso que reinou por décadas no nosso estado. A máscara que o sr. faz referência aconteceu no governo de Paulo Souto, pois tudo era escondido, até a senha nunca foi liberado para que os deputado tivesse acesso as contas do governo. Seu governo foi surrado por Wagner, e reprovado pelo o povo baiano E ainda quer mais.

Antônio Carlos Ribeiro (09.10.2010 - 07h07)

Este artigo do " Tribuna do Sertão " retrata muito bem a situação na Bahia, o que eu não entendo é por que não foi abordado com veemencia pela oposição? seria inabilidade dos marqueteiros ou dos candidatos ? Wagner sem muitos atributos ganhou muito fácil. Antonio Carlos - Livramento -BA

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