José Walter Pires
José Walter Pires é advogado, professor e cordelista. Escreve esporadicamente para o Jornal Tribuna do Sertão.
ADEUS AO MEMORIALISTA ORDÁLVIO
Postado por José Walter Pires em 22.05.2010
Ordálvio Souza Guimarães, ituaçuense de boa cepa, médico, memorialista apaixonado pela sua terra natal, profundo conhecedor das suas origens, da sua gente, dos seus costumes, foi-se do nosso convívio, deixando marcas indeléveis de saudade por todos os lados.
Tenho dito e repito que não vejo raça nenhuma em morrer. Aliás, não conheço ninguém que queira morrer de bom grado, ainda que vítima de um imerecido sofrimento.
Mas, para nosso consolo, Ordálvio foi um desses contrariados mortais que permanecerá para sempre caminhando pelas "praças, ruas, becos e caminhos de Ituaçu", como batizou o seu último livro, não como mero notívago, andarilho desnorteado ou um desses palradores de plantão, mas como um dos mais significativos atores e autores de uma história contada e decantada em prosa e verso, pois as suas narrativas sempre foram impregnadas de emoções e sentimentos capazes de envolver os que tiveram a oportunidade de ler o que ele escreveu, ou de ouvir as suas preleções, suas palestras, suas aulas, ou mesmo em um bate-papo com os amigos mais diletos por onde passava, em especial, na sua bucólica Ituaçu.
Existem, sim, pessoas insubstituíveis pelo que foram ou fizeram ao longo das suas vidas. Foi esse o sentido de um texto lido recentemente, onde o autor relacionava na sua metáfora, nomes de pessoas com essa condição, independentemente dos seus momentos polêmicos, das suas fragilidades humanas, dos seus defeitos. Ordálvio foi um desses. Nada impediu que ele fosse quem foi, como cidadão por inteiro, como pessoa do bem, como ser humano e profissional consciente.
Para encerrar esta rápida mensagem de adeus, incorporo o e-mail enviado por um dos seus amigos e admiradores Moraes Moreira, tão logo tomou conhecimento desse pesaroso acontecimento:
"Através do meu irmão Ze Walter, recebi a notícia do falecimento do amigo/parente Ordálvio, um Ituaçuense como poucos, que com amor e inteligência soube honrar a nossa terra, como filho, profissional, escritor e guardião da nossa memória. Os seus livros me emocionaram, e até me deixaram surpreso. Guardo-os em casa como verdadeiros documentos que na minha opinião deveriam ser mais valorizados por uma cidade que em outros tempos sempre se destacou das vizinhas, pelo lado cultural. Como diz o nosso grande Nelson Cavaquinho, as homenagens em vida são mais valiosas. De qualquer forma guardarei pra sempre na minha lembrança, o prazer de encontrar Ordálvio, nas minhas idas a Ituaçu. A ultima vez, foi no São João do ano passado, quando recebi a sua visita que para mim, valeu por muitas que não tive. Como filho de Ituaçu, me sinto orgulhoso desse grande conterrâneo, que vai deixar saudades, mas que jamais será esquecido. Que Deus o tenha.
MORAES MOREIRA
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Paulo Martins Ferreira (17.01.2011 - 10h10)
PASSARÁ OS DIAS,OS MESES, OS ANOS,E NÓS FILHOS DE ITUAÇÚ JAMAIS ESQUECEREMOS DR.ORDÁLVIO.UM HOMEN A QUEM DEVEMOS TANTO,POIS UM BOM NOME É MELHOR QUE MUITAS RIQUEZAS.COMO DIZ A PALAVRA DE DEUS.
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