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Gilberto Brito

Delegado de Carreira, Gilberto Brito atualmente está cumprindo o segundo mandato de Deputado Estadual. Já foi prefeito de Paramirim e além de bem representar o povo sertanejo na Assembléia Legislativa, também é poeta e escritor. Beto, como é conhecido, contribui com textos pitorescos para o Tribuna do Sertão. Mais conteúdo do autor poder ser encontrado no site: http://www.gilbertobrito.com.br/

E-MAIL: brito-gilberto@uol.com.br

Plantar 'algodão de seda'

Postado por Gilberto Brito em 10.10.2011

Algodão de Seda, Flor de Seda, Leiteiro... Janaúba. Cientificamente, "Calotropis Procera". Assim é conhecida a "perigosa" espécie vegetal que chegou ao Brasil, via Recife, no início do século passado, como planta ornamental. É nativa da África e Península Arábica; adaptável em locais de precipitação entre 100 a 1.500 mm/ano, pouco importando a altitude, e mesmo em solos pobres, arenosos e ácidos, além de se multiplicar por sementes, que são abundantes e tocadas pelo vento. Com tais características, chegou, gostou e se multiplicou nos mais diversos cantos do sertão.

Por ser coberta de cerosidade e ao ter qualquer parte rompida libera um látex branco, bastante tóxico, é tida e havida como praga, afora ser invasora, o que exige a sua erradicação por meio de foice e facão, bem mole que é a sua madeira.
Rotineiramente seca, e quando as chuvas acontecem é entre outubro/março, a região semiárida exige, anualmente, que a partir de agosto os rebanhos recebam complementação de forragem, senão uma verdadeira "salvação".

Comprometidos com o campo, profissionais da EMBRAPA Pantanal e da EMATER-RN, cientes das características do Algodão de Seda, cortaram e trituraram exemplares e secaram o material exposto ao sol por 48 hs, fazendo desaparecer a quase totalidade da toxina, para daí obterem bom alimento animal, na modalidade feno, a ser servido em níveis de até 33% do volumoso, em substituição a outros gêneros.

Em tomando conhecimento desta simples, grandiosa e consequente descoberta, acredito ser da maior importância a sua divulgação, especialmente para que produtores rurais e organismos diversos, a exemplo de sindicatos e associações rurais, à frente a própria EBDA, que tanto contribui para o desenvolvimento rural do nosso estado, a transforme em verdadeira "salvação de lavoura", quer por meio de palestras e aulas práticas, quer pela distribuição de DVDs adredemente elaborados, desde quando tão avançada a tecnologia e acessíveis os equipamentos eletro-eletrônicos.

 

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