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Fabiano Cotrim

É professor e atualmente diretor do Instituto de Educação Anísio Teixeira em Caetité. Membro da Academia Caetiteense de Letras (cadeira Luís Cotrim), Mano, como é conhecido, gosta mesmo é de escrever poesias. Desde os tempos de Maurício Lima, ainda batucando na sua velha Olivetti Lettera 32, colabora com o Jornal Tribuna do Sertão, sempre nos mandando crônicas.

Desagravo

Postado por Fabiano Cotrim em 20.11.2011

Por ter o costume de sempre colaborar nas publicações regionais, desde o tempo em que se escrevia com uma máquina de escrever portátil, de boas memórias, é que sempre fico indignado quando pessoas inescrupulosas valem-se do poder da escrita, do poder de imprimir e fazer circular as suas palavras, para vilipendiar a imagem, a honra de alguém, simplesmente pelo fato de poder fazê-lo.

Falo da calúnia travestida de notícia que fez circular, primeiro, o "Jornal do Sudoeste", depois outros veículos de imprensa, disfarçada ou de forma direta, e que, dentre outras leviandades, acusou o meu amigo e colega, o Professor João Antônio Portella Lopes, atual Secretário de Meio Ambiente de Caetité, de ter se envolvido em atos de corrupção. Não apontam uma evidência os detratores do meu amigo, não apresentam uma prova sequer, mas deixam grafado para sempre que ele participara de atos de corrupção.

Calúnia é o nome disto. Apontar falsamente a alguém fato tido como crime, é a sua definição técnica. E foi só o que fez quem quer que tenha concebido ou dado crédito a algo assim. É crime. É grave. Não sei o que vai fazer contra isto o meu amigo Professor João Antônio Portella Lopes. Deveria processar os irresponsáveis que tentaram macular a sua honra e dignidade. Pode também ignorá-los. Contudo, eu não posso fazer nem uma coisa e nem outra. Mas posso, e devo, e quero chamar os autores desta calúnia de covardes e irresponsáveis. E o faço agora, publicamente.

Sabedor do estado lastimável da politica caetiteense, que já parece ter se transformado em um irremediável lamaçal de interesses escusos - e isto dos dois lados em que ela desde sempre e atualmente se divide - posso antever as reações ao meu desagravo. Uns me tacharão de cínico, afinal não milito em área diferente da que atua o meu amigo Professor João Antônio Portella Lopes? Não sou um seu adversário político? Outros me chamarão logo de falso, simplesmente, e serão capazes de afirmar que, no fundo, eu gostei da nota caluniosa e agora tudo o que faço é dar um jeito para mantê-la em evidência. Contra isto não há remédio. Entretanto, deixo claro a uns e outros que simplesmente não consigo ficar calado quando coisas assim acontecem. Só isto.

O fato, a verdade que resta, é que nada provaram contra o amigo Professor João Antônio Portella Lopes, nada. Saíram atirando primeiro, saíram caluniando primeiro. E ele não merece isto. Nem ele e nem ninguém.

 

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