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Fabiano Cotrim

É professor e atualmente diretor do Instituto de Educação Anísio Teixeira em Caetité. Membro da Academia Caetiteense de Letras (cadeira Luís Cotrim), Mano, como é conhecido, gosta mesmo é de escrever poesias. Desde os tempos de Maurício Lima, ainda batucando na sua velha Olivetti Lettera 32, colabora com o Jornal Tribuna do Sertão, sempre nos mandando crônicas.

Pombos...

Postado por Fabiano Cotrim em 19.08.2010

Antes de qualquer coisa deixa eu repetir que pessoalmente não tenho nada contra o nosso prefeito, o digníssimo senhor José Barreira de Alencar Filho. Pelo contrário, o tenho na conta de uma pessoa afável, muito educada, daqueles que a gente costuma dizer que é gente boa e pronto. Politicamente, divergimos. Mas isto não é nada demais, é comum e natural, que política, religião e futebol cada um entende de um jeito e ninguém precisa brigar por isto, ficar de mau, essas coisas feias. Assim é que ouso chamar sua excelência pelo seu nome popular, simplesmente Zé, e até lhe sugerir esta ou aquela ação. Tudo na melhor das intenções, na base da camaradegem e do respeito, que respeito é bom e todo mundo gosta e merece.

Então hoje, Zé, quero lhe chamar a atenção para um caso que não começou na sua gestão, mas que agora é um problema que lhe diz respeito. Falo dos pombos que habitam o nosso mercado municipal, Zé. A primeira vista não parece ser esse um problema para ocupar um Prefeito tão ocupado quanto o dessa Caetité que cresce a olhos vistos, mas é. Os pombos do mercado, Zé, estão fazendo uma sujeira perigosa exatamente na parte do mercado que muita gente, inclusive esse seu amigo, mais gosta, isto é, naquela parte em que ficam os restaurantes populares, onde nós, o povo, comemos buchadas e outras iguarias deliciosas. E logo ali, Zé, os pombos reinam folgados como eles só, sujos como eles só. Eu sei que você é um sujeito bem informado Zé, mas só a título de lembrança esclareço que são muitas as formas de contaminações que podem vir de tais aves, tão graciosas quanto perigosas, os pombos urbanos: Criptococose, Histoplasmose, Ornitose, Salmonelose e Dermatites, são algumas delas, todas perigosíssimas, todas muito sérias.

A essa altura do campeonato sei que o amigo Zé pode pensar: mas e eu com isto? O que posso fazer? É simples, Zé. Basta, por exemplo, colocar telas naquelas tesouras de aço que sustentam o telhado do mercado e assim desalojar os pombinhos que vivem lá, pois longe de mim sugerir para um cara gente boa como você sair por ai matando pombos ou qualquer outra coisa.

Viu, Zé? Sou ou não sou seu amigão? Primeiro reconheci que o problema é antigo, que você é responsável por ele apenas por conseqüência, depois lhe apontei uma solução simples para o problema. Agora, Zé, só não pode é você desconsiderar minha humilde sugestão e ficar ai parado, como quem dá milho aos pombos naquela velha canção popular. Não Zé, o caso é grave e requer providências imediatas. Ou você quer que o seu povo fique comendo titica de pombo? Esperando a sua resposta Zé, mando-lhe rosas vermelhas e o desejo sincero de que este seja um bom dia para você...

 

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