Aurélio Rocha
É médico, reside na cidade mineira de Itajubá e assina a Coluna Carta das Gerais no Jornal Tribuna do Sertão.
Olha o Efeito!...
Postado por Aurélio Rocha em 05.02.2010
06.12.09
Hoje, pleno domingo com muita chuva por sinal, eis que "o míope" aparece e vem com uma conversa de que pelos escritos dos Maias, o mundo se findará, de maneira catastrófica, em 2012. Logo ali adiante! Quando era criança ouvia se dizer que "até dois mil se viveria, mas não se passaria", mais ou menos isso já até chegamos. Amanhã começa uma conferência sobre o aquecimento global que sem dúvida é um "problemão" para toda a humanidade e será mais ainda para os países ditos "periféricos" que na realidade são os pobres que ainda existem e são até muitos numerosos. Um amigo nos deu um DVD e um código para acessar - 2012 - na "internet". Coisa rara, mas estivemos lá, mas nada nos convenceu das projeções catastróficas anunciadas com alegação de tudo "Já confirmado pela NASA e é mantido sob segredo "(sic). Preferimos procurar homens de ciência que podem fazer projeções e de preferência falando "português". Encontramos o Prof. Dr. Ernesto Vieira Neto, astrônomo da UNESP. Ele afirma diariamente há várias colisões de objetos espaciais com a terra que anda há 100 mil quilômetros por hora. "durante as 24 horas do dia são centenas e até milhares de colisões que por sorte não significam estragos para nós". Às vezes - o professor assinala - um corpo celeste bate na Terra como aconteceu em 1908 lá na Rússia, ao que representou em uma explosão 1000 vezes mais forte que a explosão da Bomba-A de Hiroshima e destruiu literalmente com milhões de árvores, causando terremoto". Enfatiza o professor que apenas um corpo do tamanho quer caiu lá no território russo, que não era dos grandes "resolvesse, por exemplo, cair exatamente na Praça da Sé, em SP, destruiria toda a região metropolitana da capital paulista e não teriam aqueles que estivessem por lá no momento não perceberiam com tempo para fugirem da catástrofe"... Íamos continuar sobre o tema, mas demos um basta porque já estamos preocupados, aqui em Itajubá é com a possibilidade uma enchente à semelhança de alguns anos atrás.
O Flamengo poderá ser campeão depois de 17 anos no armário, cheio de "naftalina". São grandes amigos flamenguistas e nós isolados com nosso Vasco... Mesmo assim nos fixamos no Sr. José Roberto Arruda, itajubense, governador do Distrito Federal, que conseguiu fugir do escândalo do senado com ACM ainda vivo e agora é flagrado, de maneira acintosa até, recebendo propina em "dinheiro" no gabinete, refestelado. Nos chamou a atenção que com certeza o caso vai se enrolar como o mensalão, e muitos outros assim que jogado lá nos meandros da justiça, dos recursos, etc. Veremos que o partido DEM vai cozinhar a expulsão do Arruda, a Câmara do Distrito Federal ficará com estudantes em vigília e o impedimento vai rolando. O que causou perplexidade à assembléia neste domingo é que uma coisa é cidadão comum, home que paga impostos, trabalha, suando no dia-a-dia e o cidadão político. Parece que eles, os políticos, são "homens acima da Lei". Se noticia que o DEM deu um tempo o Sr. Arruda se explicar. Para o cidadão comum cometendo um crime como o do Sr. Arruda, não há o que discutir porque as câmeras pegaram o homem "com a boca na botija" - grita "o míope". Que lembremos jamais se viu, explicitamente, tantos fatos comprovando corrupção em tempo real devidamente documentado em áudio, vídeo e documentos oficiais como no caso do Governador Arruda. Vamos observar o desdobramento que para nós da assembléia do "baixo clero", mantenedores com bens e vergonha da falta de vergonha dos políticos de maneira geral, que poderá acabar lá pelo Supremo e... Brasília que fará 50 anos de existência se destaca como "centro da corrupção" murmura "o míope".
A reunião de hoje termina com a notícia de que mais de 37% dos municípios de São Paulo em suas escolas não há currículo e daí não se pode controlar a eficácia do ensino. Mas notícia boa é que anda pela Câmara pro proposta do Ministério da Educação uma reforma que retorna ao passado: criança só entra para a escola primária aos sete anos, nunca antes e para o jardim aos quatro. No meu tempo foi com sete, depois admissão, ginásio, curso colegial (prestação do Serviço Militar sem o que não poderia fazer vestibular) e faculdade. Se formava após os 22 ou 23 anos, mas com maior maturidade. Vamos observar se o rio subiu mais um pouco... Depois uma "costelinha de porco".
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