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Aurélio Rocha

É médico, reside na cidade mineira de Itajubá e assina a Coluna Carta das Gerais no Jornal Tribuna do Sertão.

Do Maurício ao Élcio

Postado por Aurélio Rocha em 11.07.2010

Retornamos ontem do Paramirim e estamos agorinha mesmo - antes do jogo de rotina da "copa" - abrindo a edição de "A Tribuna" e, como sempre, passamos vista no geral para depois lermos com detalhes. E na página 15, edição de 11 a 30/06/10 nos detivemos numa foto e num texto sobre Maurício Lima Santos, ou simplesmente "Maurício de Sátiro e D. Helena". Conteúdo bem escrito, sem pieguices, nos sacudiu porque a amizade de Sátiro-Helena e a família com o "velho" Aurélio lá do Paramirim foi transmitida para nós. E particularmente nós tivemos a sorte de vivermos em companhia do colega Roberto, irmão único do Maurício e daí termos acompanhado até o crescimento do Maurício, menino ainda lá pelos idos de 1949, quando ele adorava circular pela casa de tamancos e levar horas na sala-biblioteca da casa no Caetité. Maurício nasceu com inteligência acima da média. Não inteligência que até muitos possuem "mas engarrafada, hermética". Ele fluía de maneira livre e racional em cima de temas que para muitos seria difícil entender. Um homem inteligente, integro e amigo. Cultivava a lealdade. De longe acompanhamos a sua doença e achamos que é sempre bom ser lembrado para que possamos ter memória ativada e assim cultivarmos lembranças de um "bom cidadão".

E a edição - gorda por sinal - com notícias sobre as comemorações dos 133 anos de Brumado emancipado e nós até que fizemos as contas: quando ali nascemos (foi em Olhos d'Água de Deixou que vimos o mundo pela primeira vez) Brumado comemorava o seu 59º ano de emancipação. Ficamos a meditar e na realidade não estávamos aptos a falar sobre a cidade em si. Nos detivemos em fotos de pessoas, além de ilustres queridas que ainda até algumas vivem. Há oito fotos com sumário de quem são os ilustres, filhos ou não, residente em Brumado e que ajudaram de maneira direta com o seu crescimento. E todos tivemos conhecimento de suas pessoas quer direta ou indiretamente. Jamais foi estranho para nós citação de nomes com Sebastião Meira, José Olímpio Neves, Aloísio de Castro Gomes, Oflávio Torres e mesmo Waldemar Torres, que era lá em Salvador, por algum tempo, "meu correspondente" (nos fornecia dinheiro que o "velho" repunha, é mais que óbvio). Nenhum dos nomes nos soa como estranhos. Um, todavia, nos é caro como amigo de longo curso: Elcio Oliveira Carmo (seu Elcio). Há muito não o vemos, mas para nós, principalmente, sempre foi "referência". Aliás "seu" Elcio não mediu esforços para solução de algum problema surgido com um dos filhos do "Dr. Aurélio do Paramirim" em trânsito por Brumado. Claro que há também os ditos amigos "da nova safra". Mas os atuais, com destaque para os Drs. Marcondes, Marlúcio, Dante e famílias, sem esquecer a colega de turma Dr.ª Ana Lúcia, não são apenas amigos, são "verdadeiros irmãos".

Não sabemos porque, mas gostamos de falar de gente. E mesmo em viagem aos poucos se faz amigos e nos recordamos do Edmar Carvalho - parece ser brumadense - mas residente em Montes Claros e que tem uma pousada no anel rodoviário na saída para Janaúba e é sempre um inquiridor sobre pessoas amigas. E então veio a lembrança de Basílio Trindade, lá do Rio de Contas que gerenciava um posto de gasolina de J.O. Neves. Mas o jogo - Portugal a desancar a Coréia do Norte - começa a nos atiçar e nós fazemos a opção pelo encerramento da coluna. Somos assistentes de futebol de quatro em quatro anos. E até vamos esquecer as cartas anônimas que estão a jogar sob as portas das residências com notícias sobre desmando em Municípios da região.

Caetité, 21.06.10

 

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