O coração das mulheres é mais vulnerável

11.05.2010

Da Redação

Foto - O coração das mulheres é mais vulnerável

25% das mulheres que consumiram mais carboidratos apresentam o dobro do risco para doenças cardiovasculares

As doenças cardíacas são a principal causa de morte de homens e mulheres na Europa, Estados Unidos e em muitos outros países ricos.

As dietas abusivas em carboidratos são conhecidas por aumentar os níveis de glicose no sangue e de gorduras nocivas ao coração. Além disso, este tipo de consumo alimentar também favorece a redução dos níveis de HDL, mais conhecido como colesterol bom. Todos estes fatores são prejudiciais para a saúde, pois favorecem o aumento do risco para doenças cardiovasculares.

Mas nem todos os carboidratos têm o mesmo efeito sobre os níveis de glicose no sangue. O índice glicêmico é uma medida de quanto um alimento aumenta os níveis de glicose no sangue em comparação com a mesma quantidade de glicose ou pão branco.

Alimentos com baixo índice glicêmico incluem feijões, lentilhas e nozes, enquanto alimentos como pão branco, bolos e sorvetes têm alto índice glicêmico.

Com base nisso, cientistas italianos realizaram um estudo com cerca de 48.000 adultos onde avaliaram a repercussão das alterações cardiológicas entre grupos de homens e mulheres que consumiram maiores ou menores proporções de carboidratos com alto índice glicêmico.

Os cientistas puderam constatar que 25% das mulheres que consumiram maiores proporções de carboidratos com alto índice glicêmico, apresentaram cerca do dobro do risco para doenças cardiovasculares comparadas aos 25% das mulheres que consumiram menores proporções destes produtos. Entretanto, o mesmo comparativo foi realizado entre os homens e nenhuma ligação foi encontrada entre a ingestão de carboidratos em geral, índice glicêmico e risco de doença cardiovascular.

Os cientistas alegam que tais resultados podem ocorrer devido a diferenças na forma como homens e mulheres quebram e absorvem açúcares e gorduras; eles ainda complementam que novas pesquisas precisam ser desenvolvidas para esclarecer se existem e quais são os mecanismos que definem esta tão significativa diferença entre homens e mulheres.

 

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